VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dilma e Marin mais semelhanças do que diferenças



Reparem nessa foto, ela foi registrada momentos antes da abertura da Copa das Confederações, logo momentos antes das vais. A senhora nessa foto todos nós conhecemos é nossa presidenta Dilma Roussef, o homem com cabelos a caju é o presidente da CBF José Maria Marin, ambos estavam lado-a-lado como iguais e foram vaiados como iguais.

Essa igualdade é motivo para incômodos, e até raiva, caso um dos dois me leia (o que é improvável) tal igualdade tentou ser evitada pela presidenta Dilma, que solicitou não estar ao lado de Marin o motivo? Durante a ditadura Marin era deputado estadual pela ARENA – um partido político criado para sustentar a ditadura militar.

Agora vocês me perguntam só por isso? Não é tão simples Marin foi porta-voz do partido exigindo um interrogatório por parte do DOI-Codi, órgão que torturava quem se opunha ao governo, contra o diretor da Rede Cultura Wladimir Herzog, Marin acusa Herzog de promover um movimento de “comunização”. Em meio a elogios a atuação do delegado Fleury, responsável pela tortura e assassinato de muitos, 16 dias depois Herzog foi assassinado após sofrer com a tortura.

Mas e quanto a Dilma? Nossa presidenta pertenceu ao grupo de guerrilha urbana VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) de extrema esquerda os guerrilheiros praticavam assaltos a banco para manter o sustento de seus membros, todos perseguidos pela polícia, e planejavam ataques este grupo foi responsável pela morte várias pessoas incluindo o soldado Mário Kozel Filho e o almirante Nelson Gomes. Podemos dizer que os militares eram inimigos em uma guerra urbana.

O jornalista Régis de Carvalho foi uma “vítima colateral” de um ataque do VPR, tanto Dilma como Marin estiveram envolvidos na morte de pessoas, nesse sentido Dilma e Marin são iguais, não importa ideologia ou intenção não existe diferença entre vidas humanas. Os extremos de direita e de esquerda se encontram pelas costas.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Sobre o pronunciamento da Dilma


Em pronunciamento Dilma falou bonito, mas não disse muito:

Os lados positivos foi um entendimento da causa – os manifestantes querem mais, a presidenta prometeu reunir-se com outros líderes e prometeu usar os lucros do petróleo com a educação.

Posicionou-se contra a violência e defendeu a manifestação sem violência

A presidenta pôs tudo a perder ao defender a copa do mundo e pedir que não façam manifestações contra a realização dos jogos e MENTIU quanto ao uso de dinheiro público nos estádios e desconsiderou o abuso do gasto de dinheiro público, dizendo que os responsáveis pelos estádios irão reembolsar o governo. Mas como? A maioria dos estádios são públicos e o Itaquerão ganhou isenção fiscal.

A Dilma não mencionou as duas PEC, não fez nenhum comentário sobre o pedido de saída de Renan não prometeu vetar a cura gay e nem vetar o ato médico.

QUANTA CONVERSA FIADA!!!!!!!!!!!!!  

terça-feira, 18 de junho de 2013

Não é protesto é Revolução




O dia 17 de Junho de 2013 entrou para a história, ainda não sabemos como, não é possível prever o final dessas manifestações, não sabemos se nossos filhos vão estudar na escola o dia 17, se vão estudar o mês de Junho ou se vão estudar o ano de 2013.

Tudo começou com um aumento de R$ 0.20 claro seria um absurdo afirmar que tiveram início lá pelo dia 05 ou 06 de junho e desde então vem aumentando até o seu suposto ápice no dia 17 (suposto pois pode ficar maior) iniciada contra o aumento na passagem de ônibus e de metrô.

Em seu início agentes da mídia olharam com certo desdém “nunca vi protesto diminuir passagem de ônibus”, ninguém tinha entendido ainda.  O movimento é liderado pelo Movimento Passe Livre (MPL) que prega a estatização de empresas de ônibus e gratuidade no transporte. Utopia? Provavelmente, porém seu real objetivo nunca foi uma baixa de vinte centavos.

O perfil dos manifestantes é o mesmo: jovens estudantes, universitários ou formados a pouco tempo, todos de classe média ou classe média-alta, revoltados contra os abusos do poder público. A maioria desses jovens assume nunca ter subido em um ônibus na vida. Sua preocupação não é consigo, mas é uma preocupação legítima com a camada mais pobre da população.

Seria mais fácil e mais cômodo pedir para seus pais um aumento proporcional as empregadas, mas não se trata de dinheiro, os jovens se revoltam contra a qualidade do transporte, contra a necessidade do trabalhador de pegar três conduções, precisar madrugar, dormir quatro horas por dia, para levantar as cinco da manhã para não se atrasar em um emprego que precise entrar as oito horas da manhã.

Existe um grande amor por detrás desse movimento, um amor ao próximo, um respeito pelo ser humano. Dai a raiva dos manifestantes contra oportunistas que se infiltram no movimento com bandeiras de partidos políticos ou contra manifestantes violentos.

O momento de virada foi na noite do dia 13, os manifestantes tentaram ocupar a Avenida Paulista, de maneira pacífica, quando a Polícia Militar (uma relíquia da ditadura) reprimiu o protesto da única maneira que sabe, com violência, as cenas de barbárie, atingiram estudantes e repórteres, os criminosos de farda, realizaram sua carnificina habitual. A repórter da Folha de São Paulo Giuliana Vallone foi atingida no olho por uma bala de borracha, ela explicou que o policial mirou nela e atirou intencionalmente, vendo que ela estava desarmada.

Na sexta-feira os jornais traziam fotos da luta campal, o Metro News trazia fotos dos policiais espancando estudantes, a Folha de São Paulo posicionou-se publicamente contra a violência. Já programas como o Cidade Alerta posicionou-se a favor da polícia, Marcelo Resende quase teve um orgasmo ao narrar a violência, enquanto Datena se limitava a chamar os protestantes de vândalos.

No 13 o protesto disse a que veio, adeptos do MPL fizeram novo protesto na frente do estádio Mané Garrincha na abertura da Copa das Confederações, a festa do estádio não cobriu os sons de bombas estourando, mais uma vez os manifestantes pacíficos foram espancados pela polícia, a equipe da ESPN, que cobria a abertura, foi envolvida na agressão policial e foi o primeiro veículo de mídia a posicionar-se publicamente a favor do protesto e a entender sua dimensão.

Dentro do Estádio as pessoas vaiaram a presidenta Dilma, vaiaram a FIFA, vairam Galvão Bueno, uma vaia simbólica a Rede Globo, se a FIFA faz o que quer aqui no Brasil Dilma e os governadores dos estados que vão receber os estádios dão autorização e a Rede Globo apoia os gastos absurdos e desmandos.

No domingo A Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e a Revista Veja tentaram entender o ocorrido e com algum sucesso chegaram a mesma conclusão da ESPN – o protesto é contra o rumo que o Brasil está, é contra a corrupção, é contra excessos de áreas VIP em detrimento de pessoas morrendo de fome, é contra o “pão e circo”, é contra a dependência do bolsa família, é contra o preço dos estádios, é contra a Copa do Mundo.

Na manhã da segunda-feira alguma coisa acontecia pelo Brasil, as pessoas se movimentavam, jornalistas divulgavam a indignação de forma individual, vídeos eram postados na Internet, artistas entraram na briga. Rafinha Bastos convocou seus fãs a irem para rua. O mesmo acontecia pelo país. No final da tarde mais jovens indignados com a violência do estado (personificado na violência policial) se uniram a protestos Brasil a fora, mais de 250 mil jovens, se uniram e focaram em órgãos públicos. Os manifestantes tomaram sedes do governo, a lógica é simples “a sede do governo é nossa e nós estamos pegando de volta”.

Esse protesto não é por R$ 0.20, não é contra a Copa do Mundo, não é contra o mensalão é por mim, por você, por nosso vizinho, pelas pessoas sem voz, por nosso país, por nossos filhos, por nós.     



A máscara utilizada por manifestantes é criação de Alan Moore, para V de Vingança, ea é baseada em Guy Fawkes, um católico extremista e herói militar, que tentou explodir o parlamento britânico pedindo liberdade.

sábado, 15 de junho de 2013

Entre protestos válidos, vaias e alienados na abertura da Copa das Confederações

PM distribui borrachada em manifestação pacífica

A copa das confederações não poderia ter começado de forma mais honesta, manifestantes indignados com o abuso do governo protestaram na frente do Mané Garrincha, elefante branco de Brasília, os manifestantes pediam dinheiro para educação e saúde, a polícia militar do distrito federal reagiu violentamente, de maneira desleixada acabou atingindo repórteres da ESPN com gás lacrimogênio.

Após a manifestação um PM concedeu uma entrevista a mesma ESPN dizendo que foram usadas armas não letais, o repórter questionou se uma bala de borracha não poderia matar uma criança o policial respondeu que a morte de uma criança seria um efeito colateral.

Os alienados ficaram contra o protesto dizendo que as pessoas já sabiam que a copa seria no Brasil. Muito bonito todos nós já sabíamos que a Copa seria aqui e devemos ficar felizes. Essas pessoas contra a manifestação são idiotas, principais responsáveis da merda em que nosso país está atolado.




A polícia seguiu ordens do governador Agnelo Queiroz (PT) jogou a polícia contra as únicas pessoas de bem naquele estádio, os indignados com a roubalheira. Os manifestantes caminharam até o estádio, criticando o governo Dilma, a CBF, a FIFA e
Copa do mundo não! Queremos saúde e educação
a rede Globo, que contratou Ronaldo Fenômeno, membro do comitê organizador da copa, para comentar/puxar o saco da CBF durante suas transmissões.




Dentro de campo tivemos um momento sublime, na verdade dois, o primeiro a presidenta Dilma tinha pedido para não ficar ao lado do presidente da CBF José Maria Marins, o motivo? Marins apoiava a ditadura e era defensor da tortura e a presidenta Dilma foi torturada. Felizmente seu pedido foi solenemente negado e ela viu-se obrigada a ficar ao lado de Marins.

O segundo momento sublime foi a vaia recebida por Dilma, se estamos todos indignados com a copa do mundo, os idiotas estão felizes, e a copa do mundo foi trazida para o Brasil pelo governo Lula, mentor e marioneteiro de Dilma, assim a indignação contra a presidenta é justa e deve continuar. Se detestamos a FIFA por fazer o que ela quer aqui no Brasil, é o governo que abre as pernas.

Nesse espírito a presidenta entrou no trending topics do Twitter com #chupadilma mais uma vez ouve uma divisão os interessados no bem do pais criticaram a organização da copa das confederações e a copa do mundo, já os idiotas, vagabundos, bundões de merda criticaram quem vaiou a Dilma.

Algumas pessoas estão preocupadas com a i
Dilma é vaiada em abertura
da Copa das Confederações
magem que o Brasil está passando ao mundo. A meu ver temos duas possibilidades: ao nos revoltarmos mostramos ao mundo que o brasileiro está cansado e que somos sim um povo politizado ou podemos ficar felizes com o desperdício e a lavagem de dinheiro e passarmos a ideia de “bons selvagens”, mas depois não reclamem.

A é o jogo: o time da CBF venceu um Japão exausto pela viagem por 3X0 em um jogo chato e sonolento.


 
 
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Joice Soares


A copa das confederações está chegando, mesmo com o absurdo que é essa copa do mundo, a desapropriação das famílias pobres, o dinheiro torrado nos estádios e a higienização dos nosso futebol. Ao mesmo tempo o jogo, o esporte continua a encantar, é com esse espírito que meu Blog elegeu a sua musa da Copa das Confederações. Este poste não muda em nada nossa postura contra a Copa do Mundo, contra a CBF e contra a FIFA.

 

Joice é uma loira linda de 175 cm, natural de Florianópolis, que adora malhar e gosta de ficar em casa, onde costuma assistir os jogos.

Essa beldade de 25 anos já foi musa do Figueirense em 2011, onde disputou o gata do brasileirão da UOL, onde deixou sua marca.

A Joice não é só linda e fotogênica, ela é simpática e meiga, além de saber provocar com um olhar e enfeitiçar os torcedores com suar curvas, que são muito mais bonitas que o futebol da Seleção. Convenhamos, depois de ver as fotos dessa gata você não vai nem querer saber do Neymar.  
 
 
  

 
 
 




 


terça-feira, 11 de junho de 2013

Dirceu – Uma Biografia


Neste mês chega as livrarias “Dirceu” uma biografia não autorizada escrita pelo jornalista Otávio Cabral e publicada pela editora Record. O livro, que nem bem chegou às lojas já vem despertando o ódio de petistas militantes e infiltrados na imprensa, a obra faz um apanhado da vida do ex-presidente do PT desde sua infância até os dias atuais.

Alguns amantes de Zé Dirceu vem falando que “Dirceu” é um caso para o PROCON – um chiste que visa desacreditar o autor e sua pesquisa. O jornalista Breno Altman chega a ser engraçado (não de maneira boa para sua carreira) em sua crítica, afirmando que Otávio Cabral não deveria ter usado a Revista Veja como uma de suas fontes. Algum outro veículo da mídia vem acompanhando o julgamento do mensalão tão de perto como a “Veja”?

O autor também foi criticado por Altman por sua narrativa “novelesca” ao contar a vida de Dirceu. Me pergunto se Altman já leu alguma biografia em sua vida, dados são relatados em sequencia, exaltando o afeto dos envolvidos, que tem suas vidas vasculhadas, ou será que Altman queria uma biografia “branca” publicada para puxar o saco de Dirceu?

O jornalista da Record e petista assumido Paulo Henrique Amorim publicou o mesmo texto em seu Blog “Conversa Afiada”, que deveria se chamar “Conversa Fiada” menos de um mês depois de publicar uma coluna onde Dilma defendia Zé Dirceu com o subtítulo “A Vida Quer Coragem” – Uma coisa que Dirceu provou é não ter coragem.

A resposta foi dada pelo público, a biografia está esgotada nas livrarias, ou como disse Reinaldo Azevedo: “Quem conta a verdade possível é a sociedade, não comissões fajutas de estado”. Mas por que esta biografia incomoda tanto?

O livro mostra muitas das faces do mensaleiro: o sequestrador; o homem que assumiu identidade falsa para retornar ao Brasil; o manipulador político e outras desconhecidas como o menino que torturava gatos para se divertir e o homem que chantageava Lula para atingir seus objetivos.
 
 
 
Um Breve Resumo
 
Zé Dirceu sempre esteve por trás de Lula e Dilma
 
O livro conta eventos conhecidos, como quando Dirceu voltou ao Brasil como nome e identidade falsos e se casou com Clara Beker, sem revelar a esta seu nome verdadeiro e se separou após a mulher descobrir sua traição, Dirceu foi frio se limitando a dizer que ela deveria escolher em ir com ele ou não.
Aliás essa época marca a covardia e a manipulação de Dirceu o mesmo acompanhou a luta pela liberdade e pela democracia contra os militares em uma mesa de bar rindo e se divertindo com os amigos, após o conflito armado Dirceu revelou sua identidade e colheu os louros da luta que não participou.
O livro também trás fatos novos, que “mancham” a carreira de Dirceu e colocam em cheque a comissão da Verdade (necessária), idealizada pela presidenta Dilma.
Uma das denúncias levantadas pelo livro foi o sequestro do estudante da Universidade Mackenzie João Parisi Filho, membro do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) orquestrado por Zé Dirceu Parisi ficou confinado na USP, onde foi torturado e aprisionado, tudo a mando de Zé Dirceu. Essa tortura a Dilma não quer investigar.
O estudante foi torturado e interrogado e quando não era mais necessário ele foi trancado na copa da universidade com as mãos algemadas e presas ao cano da pia. Parisi ficou deitado no chão por uma noite e dois dias até ser encontrado por duas empregadas que faziam a limpeza. Paulo Henrique Amorim não deve ter gostado de ler essa parte, tão pouco o senhor Altman.
Zé Dirceu era um jovem idealista que se deixou levar por ideais e se contaminou com o clima de guerra existente na época? Pouco provável, se fosse tão idealista ele teria voltado ao Brasil para continuar sua luta e não se casar e ficar bebendo no bar. “Dirceu – Uma Biografia” revela que a crueldade sempre esteve inerente ao ex-chefe da casa civil “O livro começa em Passa Quatro – onde o indisciplinado filho do dono de uma gráfica, terror da vizinhança e contumaz torturador de gatos diz a mãe Olga, o que ele repetiria pela vida afora: ‘Um dia serei presidente da República’” (Revista Veja).
O fato mais estarrecedor, pelo menos para quem está distante do PT, são revelações a cerca da chantagem que Dirceu fazia a Lula: “Dirceu e Lula se conheceram em 1980, nunca mais se largaram e jamais confiaram inteiramente um no outro: 33 anos de caminhada lado a lado sem tirar a mão do coldre”.
Quando Dirceu e seu tesoureiro de campanha, Silvio Pereira, foram acusados de desviar verbas Lula o questionou, revoltado Dirceu lembrou seu amigo de 9 dedos que os mesmos investidores de sua campanha patrocinaram a campanha de Lula, as mesmas empreiteiras ajudaram Dirceu a fazer o caixa dois de sua campanha e da campanha de Lula. Dirceu ainda  ameaçou Lula dizendo que revelaria todo o esquema de roubos e fraudes se não fosse eleito presidente do PT. Lula sabia que não se brinca com Zé Dirceu.
Deu para entender porque esse livro vem sendo tão criticado por petistas e também porque suas edições estão esgotadas? Em breve uma nova remessa chega nas livrarias.
 
Dirceu – Uma Biografia
Autor: Otávio Cabral
Editora: Record 
 

sábado, 8 de junho de 2013

O Cinema da Boca do Lixo


Lá pelas décadas de 20 e 30, quando as produtoras de cinema descobriram o Brasil, a profissão de ator era confundida com a de prostitutas. Localizado no atual centro velho de São Paulo, a boca deu início ao nosso cinema.

Atualmente os filmes nacionais são elitistas e de pensamento higienista, rejeitando toda sexualidade, malícia e vocabulário popular, tornando os filmes em episódios de seriados ou novelas fajutas.

Os atuais produtores e público se esqueceram de que nosso cinema nasceu da boca do lixo. Entre as décadas de 80 e 90, quando a produção nacional quase se extinguiu os produtores voltaram para a boca do lixo, e ali, na companhia de traficantes, prostitutas e travestis, que juntavam dinheiro para sua operação, o cinema nacional se sustentou.

Por décadas o cinema nacional foi criticado por trazer nudez e palavrões, mas estes intelectuais de segunda se esquecem que nosso cinema nasceu na cracolândia, a higienização promovida por novos diretores/público estão matando a produção nacional, sua história e colocando alguma outra coisa no lugar. Uma coisa chata, uma coisa moralista, que renega o espírito brasileiro da boa malandragem. Vida longa a Boca do Lixo.

O objetivo deste tópico é resgatar a memória da boca, com quatro sugestões de filmes, facilmente encontrados (basta dar um google) injustamente confundidos com filmes pornográficos o cinema da boca recrutava atores nas ruas, inseria cenas de sexo explícito em suas produções. Mas antes de tudo era cinema, ou nas palavras do diretor espanhol Jesus Franco “Porno também é cinema”.

 

Oh Rebuceteio (1984)
 
O título já diz tudo certo? Uma junção das palavras “rebu” (grande confusão) e buceta (preciso explicar?) o filme faz paródia de “Oh Calcutta”. Exibido algumas vezes no Canal Brasil a obra trás como história de um diretor que procura atores e atrizes para sua nova peça.
 
O tal rebuceteio ocorre durante os ensaios, os bastidores do teatro se alternam com uma peça psicodélica em um dos primeiros filmes nacionais a incluírem cenas de sexo explícito, diferente das pornochanchadas onde o sexo era simulado.
Oh Rebuceteio fez fama internacional, se aliando a outras produções que incluíram cenas de sexo explícito como “o Império dos Sentidos” e “Calígula”, diferente do Japão que se orgulha de ter produzido um marco do cinema nós brasileiros escondemos o rebuceteio.
 
O Analista de Taras Deliciosas (1984)
 
Uma das especialidades da Boca do Lixo era pegar um filme ou seriado americano e montar uma paródia, no caso o filme satirisa “A Ilha da fantasia” onde o Dr. Moss realiza as taras de seus convidados.
Algumas diferenças básicas: na ilha da fantasia os clientes vinham de avião, aqui eles chegam de ônibus, no seriado americano a ilha era um lugar paradisíaco, no filme nacional o resort ficava no interior do nordeste.
No demais todos os elementos da paródia estavam lá: o Dr. Moss e seu anão usavam ternos brancos, assim como toda a equipe, que dedicava seu final de semana a realizar a fantasia daqueles que vizitam a clínica do amor Moss.
 
 
 
 
 
48 Horas de Sexo Alucinante (1987)
 Sexo alucinante? Tem um motivo muito simples para este título, o diretor do filme chama-se José Mojica Marins, o nosso Zé do Caixão, era mais um cineasta que se instalou na boca durante os anos 60 e 70. Mojica foi perseguido pela censura e nunca recebeu o valor que merecia, porém seu amor pelo cinema era maior. Para conseguir financiamento para produzir seus filmes de terror Mojica alternava o cinema erótico com o terrorífico.
Mojica sente vergonha de seus filmes erótico? Muito pelo contrário eles lhe deram sustento e experiência cinematográfica, além de bancarem sua grande paixão.
Claro que Mojica não se contentaria em fazer um simples filme erótico, ele decidiu fazer o filme mais sujo e tosco de todos os tempos, quem conhece o tom visceral do cineasta não se surpreende, revelando que o talento não tem gênero. A história? Mojica é contratada por uma psiquiatra para fazer um filme de sexo com fins científicos e explorar os efeitos da sexualidade na psique humana. Durante as filmagens, os atores e Mojica percebem que eles estão lá para cumprir um fetiche sexo pervertido do psiquiatra: ser penetrado por um touro quando ela está dentro de uma vaca de madeira.
 
 
A Virgem e o Fotógrafo (1991)
 
O ano era 1991, Fernando Collor arruinava a economia e praticamente destruía o cinema nacional ao retirar todo o incentivo à cultura, mais uma vez coube a Boca do Lixo carregar o cinema brasileiro nas costas.
 
Um fotógrafo convida três modelos para um final de semana em sua casa para um final de semana com muito sexo e fotografias, o enredo flerta com o limite entre erotismo e arte. Uma dessas modelos é virgem, dai o título.
 
O flerte entre erotismo e arte fica explícito na promoção da obra, que prometia mostrar uma mulher sendo desvirginada ao som de Mozart. Carol Miranda não foi a primeira, com produção de filme A e trilha sonora belíssima a sexualidade é desvendada sem moralismo, mas com leve excesso de cenas de sexo.
 
 
 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que significa torcer pela Seleção Brasileira?


Historicamente nossa seleção representou talento, futebol alegre, lances bonitos, títulos mundiais. Esses dias ficaram no passado e não voltam mais. Não me refiro ao futebol, mas ao seu significado. Hoje a seleção representa política e da mais suja.

A copa do mundo está chegando, temos estádios superfaturados, elefantes brancos erguidos em lugares esmos, famílias despejadas, tombamentos históricos desrespeitados e muita propagando política.

O escândalo mais recente é o novo Maracanã, o estádio ficou lindo, porém sua reforma viola a lei. A marquise e a cobertura estavam tombadas pelo patrimônio histórico, ao ser reformada pelo governo do Rio de Janeiro este violou a lei e destruiu patrimônio da humanidade.

Mais do que isso, a reforma do novo Maracanã custou cerca de R$ 1.2 bilhões, o estádio foi vendido em uma licitação suspeita para um grupo liderado por Eike Batista. Pelo bem da Copa do Mundo Eduardo Paes, com a benção da presidenta Dilma, destruiu o museu do índio e o parque aquático Maria Lenk, este ultimo foi construído para o Panamericano de 2007. Mais dinheiro público jogado fora.

E os elefantes brancos? O que serão da Arena Amazônia, Arena Pantanal, Estádio Nacional (em Brasília) e a Arena Pernambuco? Quem irá jogar neles? Todos os grandes clubes de Pernambuco possuem estádios próprios e a arena fica em um lugar isolado, distante da torcida do Náutico, que irá utiliza-lo, será um novo Engenhão, os outros estádios ficarão as moscas.

Hoje a Seleção brasileira representa jogo político, destruição cultural e histórico, lavagem de dinheiro e corrupção. Quem torce pela seleção é a favor desses bandidos e está do lado dos criminosos. Diga-me com que andas e eu lhe direi quem és.

sábado, 1 de junho de 2013

Lory Andrioli


Linda, maravilhosa, estonteante, faltam adjetivos para descrever a beleza de Loressa, ou simplesmente Lory, como gosta de ser chamada. A morena faz o tipo meiga e é bem família, e apaixonada pelo Botafogo Futebol Clube, de Ribeirão preto.

Lory é natural de Pitangueiras, cidade do interior de São Paulo, atualmente vive em Pitangui, ela começou a modelar cedo, logo aos 18 anos já se destacava no concurso Gata do paulistão, exalando sensualidade “dei o máximo no meu ensaio, espero que vocês gostem”. Impossível não gostar Lory.

Em 2010 a moça venceu o concurso “Garota fashion” e ainda foi segunda colocada em um concurso de beleza de Barretos, os juízes deveriam ser cegos, essa é a única explicação. O segredo de tanta beleza é “prática de pilates, plataforma e alimentação”, já ao ser perguntada sobre qual a parte preferida de seu corpo Lory não se faz de moralista e responde na lata “meu bumbum”, vocês podem decidir por si mesmos nas fotos abaixo.

Lory por Lory: “Sou uma pessoa amiga, descontraída e positiva. Focada em alcançar seus objetivos, meu sonho é me tornar uma modelo reconhecida pelo meu trabalho. E para isso vale todos os meus esforços”.

Ela é amante de música sertaneja, o perfume “blue seduction”, adora praia e sonha viajar para o Havaí e admira o político Paulo Skaf. Uma frase de cabeceira: “Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”.





















Perfil:
Nascimento: Abril de 1994
Altura: 174 cm
Busto: 69 cm
Cintura: 60 cm
Quadril: 94 cm





"Os Deuses Mortos" Oito Anos

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