Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Carmilla a vampira de Karnstein


Carmilla teve a honra de ser a primeira vampiresa da literatura, escrita pelo irlandês Sheridan LeFanu em 1871 o conto influenciou diretamente o romance Drácula, o conto sofreu com a censura da época devido ao conteúdo sexual da obra, Carmilla é uma vampiresa que seduz e se alimenta jovens mulheres, mordendo seus seios.

Carmilla teve algumas adaptações para o cinema, sendo que a primeira foi o filme mudo “Vampyr” de 1931, porém vou falar sobre os filmes da Hammer, produtora inglesa especializada em filmes de terror. Mais conhecida por seus filmes da série Drácula, todos estrelados por Christopher Lee, Carmilla teve seu espaço em ótimos filmes de terror.

Na mitologia do filme a família Karnstein era conhecida por sua crueldade, rica e poderosa a família se divertia com o sofrimento alheio, após entrarem em decadência e morrerem os membros da família Karnstein tornaram-se algo pior, todas as noites eles levantavam-se do túmulo para beber o sangue dos vivos. Reparem que a premissa é a mesma de “A Hora do pesadelo”, 14 anos antes.

Tudo começa quando o Barão Von Hartog executa sua vingança contra a família de vampiros decapitando uma linda vampiresa e cravando estacas de madeira no coração de todos os mortos, menos uma linda jovem chamada Micarlla, a qual ele não consegue encontrar seu caixão.

Após esta matança Micarlla torna-se uma vampiresa nômade, ao lado de dois servos a vampirinha se disfarça da nobreza alemã e infiltra-se nas casas das famílias, a desculpa era sempre a mesma ela e sua “mãe” visitavam uma família, sua mãe recebia uma notícia urgente e tinha que sair, o dono da mansão se oferecia para cuidar de Micarlla, estamos em 1871 e as pessoas confiam uma nas outras, Micarlla seduzia a filha do dono da casa. A moça ficava doente, perdia as forças, ficava anêmica e aficionada por Micarlla.

Na segunda casa que Micarlla visita, dessa vez com o pseudônimo de Carmilla, ela conhece Emma, porém enquanto alimentava-se do sangue de Emma Carmilla apaixona-se pela garota, algo em sua inocência seduz Carmilla/Micarlla, não se enganem, estamos longe de Crepúsculo, a começar pelas cenas de lesbianismo, fortes para a época, Carmilla alimenta-se do sangue de Emma, para adiar a morte de sua amada a vampiresa ataca os camponeses, alimentando-se do sangue deles e atraindo a atenção das pessoas.

Os parentes das vítimas juntam-se contra a ultima Karnstein, que planeja uma fuga com sua amada Emma, agora totalmente seduzida por Carmilla, porém muito fraca para fazer qualquer escolha.

Carmilla foi interpretada pela atriz inglesa Ingrid Pitt, linda e talentosa ela era nome constante nos filmes da Hammer, tendo contracenado com atores como Christopher Lee e Peter Cushing, ao lado de Carmilla seu papel mais marcante foi em “O Homem de Palha”- onde ela tenta seduzir um policial puritano que vai a uma ilha investigar o desaparecimento de uma garota.

Ingrid Pitt como Carmilla
Carmilla tem uma mitologia própria, ampliando o universo vampiresco, LeFanu introduziu temas como um vampiro pode ser morto por decapitação ou ter seu coração atravessado por uma estaca de madeira, um ponto interessante é que os vampiros não suportam as flores de alho e não o alho em si. Outro detalhe diferente um vampiro precisa da mortalha com a qual foi enterrado para conseguir ter uma noite de sono em paz. Isso mesmo Carmilla dorme em seu caixão a noite e não tem problemas com a luz solar, suas vítimas são seduzidas por ela, se entregando de livre e espontânea vontade. “Carmilla a Vampira de Karnstein” é um filme obrigatório para todos os fãs de vampiros e a Micarlla de Ingrid Pitt merece estar entre os grandes monstros do cinema.

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